Seu Rei mandou, por Tatto Medinni

Foto: Divulgacao

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Tatto Medini por Duda Martins: Tatto, de tato conheço pouco, mas com os ouvidos ouço falar muito bem rsrsrs. O vi em cena uma única vez no Amor de Clotilde por um Certo Leandro Dantas (2010) e achei maravilhoso. Aliás, que elenco é aquele hein? Andei lendo alguma coisa sobre Tatto e vi que o menino é danado, desde cedo no batente, atua em Ópera, do Coletivo Angu (consagrado em PE) e até foi dirigido por Antônio Abujamra. Nao é pra qualquer um. Entendi que o palco é o seu lugar. Mas hoje ele pagou de mero espectador e mesmo sem nunca ter criticado espetáculos, fez bonito com as palavras  escrevendo sobre a montagem Seu Rei Mandou, dentro da Mostra Marco Camarotti. Entra pra série #merosespectadoresdefuturo!  Rsrsrsr Lê aí e vê como ficou bom!

Tatto Medinni é ator e iniciou suas atividades no teatro em 2004. Atuou em peças como "Ópera" pelo Coletivo Angu de Teatro com direção de Marcondes Lima em 2007, "Os possesssos" com direção de Antônio Abujamra em 2008  "O Baile do Menino Deus" com texto e direção de Ronaldo Correia de brito de 2007 à 2011, "O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas" pela Trupe Ensaia Aqui e Acolá e direção de Jorge de Paula em 2010. Atualmente integra os grupos Coletivo Angu de Teatro e a Trupe Ensaia Aqui e Acolá.

Tatto Medinni é ator e iniciou suas atividades no teatro em 2004. Atuou em peças como “Ópera” pelo Coletivo Angu de Teatro com direção de Marcondes Lima em 2007, “Os possesssos” com direção de Antônio Abujamra em 2008 “O Baile do Menino Deus” com texto e direção de Ronaldo Correia de brito de 2007 à 2011, “O Amor de Clotilde por um certo Leandro Dantas” pela Trupe Ensaia Aqui e Acolá e direção de Jorge de Paula em 2010. Atualmente integra os grupos Coletivo Angu de Teatro e a Trupe Ensaia Aqui e Acolá.

SEU REI MANDOU DIZER… TÁ DITO!

Por Tatto Medinni 

Fui convidado por Duda Martins, idealizadora desse blog, a escrever uma “crítica” sobre o espetáculo Seu Rei mandou da Cia. Meias palavras. As aspas se aplicam a palavra “crítica”, pois, não sou crítico de teatro. Sou apenas um mero espectador. O convite se deu por que eu comentei no Facebook, onde todo mundo vê o que você escreve, que queria muito ver a peça e, a partir disso, vendo essa minha publicação, Duda me chamou também pelo Face. Mas vamos ao que interessa…

Seu Rei mandou está inserido na programação da Mostra Marco Camarotti de teatro para a infância e juventude, um projeto idealizado e realizado pelo SESC-PE. O espetáculo tem a atuação, encenação, roteiro, adereços e figurinos (ufa!) de Luciano Pontes e faz parceria com Gustavo Vilar, que faz a sonoplastia e os efeitos sonoros. O espetáculo é alinhavado por três histórias: A lavadeira real, O rato roeu a roupa do Rei de Roma e O Rei chinês Reginaldo Reis. A poesia é muito presente durante toda a encenação e, apesar de estar nomeado ou classificado como teatro para infância e juventude, encanta também os adultos.

Uma das coisas que mais me fascinam no teatro é a forma que se conduz a narrativa. Luciano Pontes se utiliza da contação de histórias que, vale salientar, o faz com maestria e, também, faz uso da figura do palhaço em sua construção da personagem. É notório o domínio de Luciano dessas duas linguagens. Trabalhos que vem sendo desenvolvidos há anos, tanto na Cia. Meias palavras quanto nos Doutores da Alegria. Explora as variações e nuanças de uma mesma palavra, provocando o riso de seus Reizinhos.

O ator-narrador é uma figura durona, porém graciosa, sabendo impor os limites necessários sem ser arrogante. É construído um corpo que está sempre ativo e em estado de alerta, pronto para dar uma resposta ou jogar de acordo com o que a plateia propõe. Para um tipo específico de público como esse, na sua maioria de crianças, o improviso e o jogo-de-cintura é imprescindível, visto que os pequenos são coautores do espetáculo. É preciso ter propriedade, coisa que Luciano tem de sobra.

O que foi proposto para o cenário é bem simples, contendo um tapete retangular ao centro e dois tapetes pequenos. Lembro de mais uma coisa que me deixa encantado pelo teatro: O estímulo à imaginação. Fazer o que não é parecer ser. Os elementos de cena também seguem o mesmo caminho e nos faz imaginar, por exemplo, que um leque pode ser ora uma borboleta , ora um pavão. Elementos que saem do bolso e se transformam. Coisas que vão aparecendo e desaparecendo. Codificando e descodificando. Re-significando.

Foto: Divulgacao

Foto: Divulgacao

A música tem papel de fazer viajar junto com o contador e, em muitos momentos, cria imagens, climas e ratifica a narrativa proposta pela encenação. Todos esses elementos tem sintonia fina, nenhuma coisa sobrepõe a outra. Se conjugam. Faz-se necessário ao teatro ideias como essa, independente da faixa etária.

Ah… Vale lembrar que Seu Rei mandou foi ganhador nas categorias figurino (Luciano pontes), iluminação (Luciana Raposo) e direção (Luciano Pontes), dentro do 19º Janeiro de Grandes Espetáculos.

Cartaz Seu Rei Mandou

Cartaz Seu Rei Mandou

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